Anemia falciforme

A anemia falciforme é uma doença de causa genética em que o paciente apresenta uma hemoglobina conhecida como hemoglobina S.

Por Vanessa Sardinha dos Santos

Observe o formato de foice das hemácias na anemia falciforme
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O sangue é formado por um líquido (plasma) composto de água e algumas substâncias, tais como proteínas, e por células (hemácias e leucócitos) e fragmentos celulares (plaquetas).

As hemácias, também chamadas de glóbulos vermelhos ou eritrócitos, são células responsáveis principalmente pelo transporte de oxigênio. Elas possuem formato de disco bicôncavo, são anucleadas e ricas em hemoglobina — substância relacionada com o transporte de oxigênio. A hemoglobina é uma proteína formada por quatro subunidades, duas de cadeia alfa e duas de cadeias não alfa. A hemoglobina A, a mais encontrada nos seres humanos, é composta por duas cadeias alfa e duas cadeias beta.

A anemia falciforme, também chamada de siclemia ou drepanocitose, é um tipo de anemia hemolítica em que a pessoa possui um grupo diferente de hemoglobinas, conhecido como hemoglobina S. Essa hemoglobina, que apresenta valina no lugar do ácido glutâmico na cadeia beta, não é tão eficiente quanto a hemoglobina A e, consequentemente, não consegue garantir uma oxigenação satisfatória. A anemia falciforme é uma doença genética hereditária que se desenvolve apenas em homozigose. Em pacientes heterozigotos para a doença, observa-se uma forma assintomática.

Uma característica importante das pessoas que possuem essa anemia é o formato de suas hemácias, que se assemelham a uma meia-lua ou a uma foice, daí o nome da doença. Seu formato faz com que frequentemente ocorram vasoclusões, principalmente em vasos de pequeno calibre onde a circulação dessas hemácias não ocorre adequadamente. Além disso, a célula rompe-se mais facilmente.

Como principais sintomas da anemia falciforme, destacam-se fadiga, palidez, icterícia e dores no corpo, que atingem principalmente ossos, articulações, tórax, abdome e região dorsal. Pode haver o acometimento da retina, rins, baço, fígado, coração, pulmões, além de problemas neurológicos (acidente vascular encefálico - AVE) e úlceras nos membros inferiores. Vale destacar também que pacientes com anemia falciforme apresentam uma maior susceptibilidade a infecções, principalmente as respiratórias.

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A doença pode ser diagnosticada precocemente através do teste do pezinho. Assim que confirmada, é fundamental iniciar o tratamento com uma equipe multiprofissional. Caso não tenha sido detectada logo após o nascimento, o exame de eletroforese de hemoglobina é capaz de confirmar ou excluir o diagnóstico dessa doença.

Por ser uma doença genética, ainda não existe cura, porém os portadores devem realizar o acompanhamento constante. Esse acompanhamento, que normalmente inclui transfusões sanguíneas, faz com que o paciente evite complicações graves, como o acidente vascular encefálico (AVE), síndrome torácica (falta de ar, febre e dor no tórax), crises aplásticas (medula óssea para a produção de sangue) e sequestro esplênico (armazenamento de sangue no fígado).

Curiosidade: Acredita-se que essa doença tenha surgido no centro-oeste africano, na Índia e no leste da Ásia. Nessas regiões, os índices de morte por malária são muito altos e pessoas que apresentam anemia falciforme não contraem a doença. Por isso, acredita-se que, nesses locais, a anemia falciforme foi selecionada, pois apresentava uma vantagem evolutiva. Sendo assim, observa-se uma maior quantidade de portadores de anemia falciforme em áreas com grande risco de acometimento por malária.


Por Ma. Vanessa dos Santos

Dentre as opções, qual não corresponde às funções da membrana plasmática? Ícone de indicação de resposta incorreta Oops! Resposta incorreta. Resposta correta: Ícone de indicação de resposta correta Parabéns! Resposta correta.
A Delimitar a célula, separando o meio interno do externo
B Coordenar a síntese e o agrupamento das microfibrilas em células vegetais
C Produzir RNA a através da transcrição
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